segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O horário de verão e a crise de energia


O Brasil voltou adotar o horário de verão, implementado no governo Vargas, e interrompido durante o regime militar, por conta do milagre econômico, apresentado no projeto de desenvolvimento dos militares. De lá para cá muitos investimentos foram feitos na produção de energia elétrica, como é o caso da Itaipu binacional, mas não se chegou a um patamar de sustentabilidade do sistema. Com a redemocratização do País em 1985, o governo brasileiro resolve adotar novamente o horário de verão, com o adiantamento de uma hora no horário oficial brasileiro, defendendo a tese (discutível) de economia em torno de 5% no consumo.
No nosso visinho país, Argentina, se discutiu a hipótese de implantar a exemplo do Brasil o sistema, porém, a partir de uma vasta discussão com a sociedade, não se chegou a um consenso, sendo rejeitada a idéia. Os nossos hermanos que vivem uma grave crise energética são céticos em reconhecer, que o sistema de antecipação do horário, resulte em diminuição de consumo. O País visinho produz energia com um sistema obsoleto e altamente poluente, de geração, como as termoelétricas, que geram energia consumindo óleo combustível a base de petróleo. Com a economia combalida pelas sucessivas crises econômicas, a Argentina não recebe investimentos estrangeiros na produção de eletricidade e corre o risco de sofrer um blecaute com conseqüências imprevisíveis para a economia do País.
Um novo projeto binacional está sendo debatido entre os países para a produção de energia a partir da construção da hidroelétrica de Garabi, no município de Garruchos, (RS) divisa entre os dois países, traçada pelo rio Uruguai. O projeto que vem sendo estudado há vários anos, sofre agora modificações substanciais devido ao impacto ambiental que causaria para a região. Com estudos mais aprofundados, os técnicos envolvidos chegaram à conclusão que a construção de três represas menores, causariam menos impacto ambiental, e resolvem por alterar o projeto, que passa a agora por um processo de busca de investidores privados para bancar o empreendimento.
Ativistas ambientais e ambientalistas defendem a produção de energia limpa, por conta dos altos índices de carbono que são jogados na atmosfera pelo sistema atual. A energia solar com eficácia comprovada por pesquisados da área, esbarra no alto custo de produção e na falta de interesse dos governos em investirem recursos públicos para viabilizar o sistema. Outra fonte ecológica de produção de energia é a eólica, produzida a partir dos ventos, que movem moinhos acoplados a um gerador produzindo eletricidade. Fontes alternativas de geração de energia se fazem necessárias com urgência, pois o assoreamento das represas aliado ao alto custo ambiental das mesmas inviabilizará o sistema dentro de poucas décadas.
A conscientizarão sobre o uso racional da energia, a partir de propostas educativas, que sensibilize o consumidor sobre a necessidade de poupar, são medidas emergenciais, que implica em ações urgentes de parte dos poderes constituídos. O mau uso da energia é uma constante em nossos lares, necessitando de mudanças de hábitos de utilização doméstica da energia elétrica. Com o calor escaldante que assola nossa região especialmente em parte da primavera e verão, desobriga o banho quente, que é um potencial consumidor de energia, além de ser prejudicial à saúde. Outro hábito a ser mudado e o de apagar as luzes em locais desabitados, assim como uso de aparelhos de ar condicionados quando a temperatura estiver abaixo de 23 graus ambiente, o que é suportável pelo ser humano. Assim estaremos contribuindo significativamente para a conservação do nosso ambiente natural, propiciando que as futuras gerações, usufruam de condições favoráveis e sustentáveis de sobrevivência.
Sidnei Fenerharmel
Acadêmico de jornalismo da UNIPAMPA São Borja
E Secretario de Serviços Urbanos de São Borja

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