domingo, 25 de abril de 2010

LEITURAS QUE SERÃO PROFERIDAS NO MUNDO TODO NAS CELEBRAÇÕES DAS SANTAS MISSAS NO PRÓXIMO DIA 25/04/2010

LITURGIA DA PALAVRA
4º DOMINGO DA PÁSCOA
Irmãos e irmãs, celebramos o Domingo do Bom Pastor e a Jornada pelas Vocações Sacerdotais e Religiosas, que neste ano sacerdotal tem um peso muito grande. Também não nos esqueçamos de que no dia 1º de maio comemoramos o Dia do Trabalhador, especialmente com a Santa Missa na Catedral da Sé, às nove horas. Além disso, nos preparamos para a 109ª Romaria da Arquidiocese a Aparecida, no dia 02 de maio, domingo próximo. Diante de todos esses eventos de fé, procuremos, neste Quarto Domingo do Tempo Pascal, aprofundar a nossa intimidade com Cristo ressuscitado, a fim de sermos seus verdadeiros discípulos e missionários e atuarmos como sal e luz na cidade de São Paulo.
PRIMEIRA LEITURA (At 13,14.43-52)
Leitura dos Atos dos Apóstolos Naqueles dias, Paulo e Barnabé, (14) partindo de Perge, chegaram a Antioquia da Pisídia. E, entrando na sinagoga em dia de sábado, sentaram-se.43 Muitos judeus e pessoas piedosas convertidas ao judaísmo seguiram Paulo e Barnabé. Conversando com eles, os dois insistiam para que continuassem fiéis à graça de Deus.44 No sábado seguinte, quase toda a cidade se reuniu para ouvir a palavra de Deus.45 Ao verem aquela multidão, os judeus ficaram cheios de inveja e, com blasfêmias, opunham-se ao que Paulo dizia.46 Então, com muita coragem, Paulo e Barnabé declararam: “Era preciso anunciar a palavra de Deus primeiro a vós. Mas, como a rejeitais e vos considerais indignos da vida eterna, sabei que vamos dirigir-nos aos pagãos. 47Porque esta é a ordem que o Senhor nos deu: ‘Eu te coloquei como luz para as nações, para que leves a salvação até os confins da terra’”.48 Os pagãos ficaram muito contentes, quando ouviram isso, e glorificavam a palavra do Senhor. Todos os que eram destinados à vida eterna, abraçaram a fé. 49Desse modo, a palavra do Senhor espalhava-se por toda a região.50 Mas os judeus instigaram as mulheres ricas e religiosas, assim como os homens influentes da cidade, provocaram uma perseguição contra Paulo e Barnabé e expulsaram-nos do seu território. 51Então os apóstolos sacudiram contra eles a poeira dos pés e foram para a cidade de Icônio.52 Os discípulos, porém, ficaram cheios de alegria e do Espírito Santo.
P - Palavra do Senhor.
T. Graças a Deus.
SEGUNDA LEITURA (Ap 7,9.14b-17)
Leitura do Livro do Apocalipse de São João. Eu, João, (9) vi uma multidão imensa de gente de todas as nações, tribos, povos e línguas, e que ninguém podia contar. Estavam de pé diante do trono e do Cordeiro; trajavam vestes brancas e traziam palmas na mão.14 Então, um dos anciãos me disse: “Esses são os que vieram da grande tribulação. Lavaram e alvejaram as suas roupas no sangue do cordeiro.15 Por isso, estão diante do trono de Deus e lhe prestam culto, dia e noite, no seu templo. E aquele que está sentado no trono os abrigará na sua tenda.16 Nunca mais terão fome, nem sede. Nem os molestará o sol, nem algum calor ardente.17 Porque o Cordeiro, que está no meio do trono, será o seu pastor e os conduzirá às fontes da água da vida. E Deus enxugará as lágrimas de seus olhos”. - Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO (CD XV fx7)Aleluia! Aleluia! Aleluia! Aleluia!Eu sou o bom pastor, diz o Se­nhor; eu conheço as minhas ove­lhas e elas me conhecem a mim.EVANGELHO (Jo 10, 27-30)P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós.P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. T. Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus:27 “As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem.28 Eu dou-lhes a vida eterna e elas jamais se perderão. E ninguém vai arrancá-las de minha mão.29 Meu Pai, que me deu estas ovelhas, é maior que todos, e ninguém pode arrebatá-las da mão do Pai.30 Eu e o Pai somos um” - Palavra da Salvação. T. Glória a vós, Senhor. COMENTÁRIO Na liturgia de hoje, nós comemoramos o Bom Pastor, aquele que conhece, que guarda e que ama suas ovelhas.A figura do pastor é bastante mencionada nos textos bíblicos. Sabemos que Moisés, Jacó, Davi, Amós, Abel, filho de Adão e Eva e muitos outros personagens eram pastores. O próprio Messias é profetizado como um pastor, aquele que vem para unir o rebanho, trazer a paz e a justiça para o povo.De fato, Jesus se apresenta como o Bom Pastor e, no evangelho de hoje, com muito carinho, Jesus fala das suas ovelhas. Diz que conhece uma por uma e que elas conhecem a sua voz, por isso confiam nele e o seguem aonde quer que ele vá.Jesus diz ainda: Eu dou a vida eterna para as minhas ovelhas, elas nunca morrerão. O mundo perverso e pecador pode perseguir e martirizar as minhas ovelhas, mas nunca conseguirá destruí-las. Elas jamais se perderão!As ovelhas de Jesus somos todos nós, é a própria Igreja. Essa Igreja é eterna e jamais as portas do inferno prevalecerão sobre ela. O rebanho de Jesus está seguro. Se permanecemos próximos Dele, nenhum mal poderá atingir-nos.Eu e o Pai somos um! Esta afirmação de Jesus pode ser complementada assim: "temos a mesma natureza divina, somos um só Deus". Neste evangelho Jesus dá um claro testemunho de sua divindade.Eu amo as minhas ovelhas e elas serão minhas para sempre. Essas palavras de Jesus são de fato, uma promessa de vida plena para quem deixar-se amar e seguir os passos do Bom Pastor, nesta caminhada terrena.O Bom Pastor é a essência do amor. É capaz de dar a vida por suas ovelhas. No entanto, existem também os pastores profissionais, pessoas que não fazem seu trabalho por amor, mas sim por conveniência, por dinheiro, por interesses pessoais ou de grupos empresariais e políticos.Quantos falsos pastores encontramos no nosso dia-a-dia. São mercenários disfarçados de pastores. Na verdade são os aproveitadores que fazem da religião sua fonte de renda. São lobos disfarçados de cordeiros que, em nome de Jesus vendem saúde, emprego e vida farta. Vendem uma cruz mais leve. Por preços módicos, oferecem cruzes de “isopor”.Cuidado com esses pastores! O verdadeiro Pastor anuncia um Reino de paz, de justiça e de fraternidade. Em seus ombros Ele carrega os pobres, os pequenos e os excluídos. Seguir o Bom Pastor é uma questão de opção e renúncia. A vida eterna não depende de talão de cheque ou da conta bancária. A Glória Eterna está reservada para quem viver o amor.A verdade é que os caminhos do Bom Pastor são difíceis, estreitos e pedregosos. Não é fácil segui-lo e chegar às verdes pastagens, porém, foi isto que Ele disse: "Quem quiser ganhar a vida eterna tome sua cruz e me siga".O verdadeiro cristão sabe que o dinheiro é necessário para a sua subsistência e da comunidade, mas deve saber também que o dinheiro não é capaz de amenizar e, muito menos, de eliminar o peso da cruz.

sábado, 17 de abril de 2010

LEITURAS PROFERIDAS NO MUNDO TODO NAS CELEBRAÇÕES DAS SANTAS MISSAS NESTE DOMINGO DIA 18/04/2010

LITURGIA DA PALAVRA
3º DOMINGO DA PÁSCOA
Irmãos e irmãs, bem-vindos para a Eucaristia dominical. Nesse tempo vivemos a alegria pascal das aparições do Senhor aos Apóstolos. Hoje comemoramos especialmente a pesca milagrosa e o chamado à missão. Desta forma, também nós somos convocados a lançar as redes para a pesca, a fim de atrair todos a Cristo. Neste sentido rezemos pelo 1º Congresso de Leigos da nossa Arqui­diocese, que hoje realiza o Retiro Espiritual das Comissões Paroquiais em todas as Regiões Episcopais, a fim de que o tema: “cristãos leigos, discípulos e missionários de Jesus Cristo na cidade de São Paulo”, e o lema: “Vós sois o sal da terra; vós sois a luz do mundo” (Mt 5,13.14) motivem, cada vez mais, o laicato a assumir a sua missão evangelizadora na cidade.
A missão apostólica de pregar o mistério de Cristo transforma-se numa pesca milagrosa.
Ouçamos com atenção..
PRIMEIRA LEITURA(At 5,27b-32. 40b-41)Leitura dos Atos dos Apóstolos. Naqueles dias, os guardas levaram os apóstolos e os apresentaram ao sinédrio.27 O sumo sacerdote começou a interrogá-los, dizendo:28 “Nós tínhamos proibido expressamente que vós ensinásseis em nome de Jesus. Apesar disso, enchestes a cidade de Jerusalém com a vossa doutrina. E ainda nos quereis tornar responsáveis pela morte desse homem!”29 Então Pedro e os outros apóstolos responderam: “É preciso obedecer a Deus, antes que aos homens. 30 O Deus de nossos pais ressuscitou Jesus, a quem vós matastes, pregando-o numa cruz.31 Deus, por seu poder, o exaltou, tornando-o Guia Supremo e Salvador, para dar ao povo de Israel a conversão e o perdão dos seus pecados. 32E disso somos testemunhas, nós e o Espírito Santo, que Deus concedeu àqueles que lhe obedecem”.40 Então mandaram açoitar os apóstolos e proibiram que eles falassem em nome de Jesus, e depois os soltaram.41 Os apóstolos saíram do Conselho, muito contentes, por terem sido considerados dignos de injúrias, por causa do nome de Jesus.
S - Palavra do Senhor.
T. Graças a Deus.
SEGUNDA LEITURA ( Ap 5,11-14 )
Leitura do Livro do Apocalipse de São João Eu, João, vi (11) e ouvi a voz de numerosos anjos, que estavam em volta do trono, e dos Seres vivos e dos Anciãos. Eram milhares de milhares, milhões de milhões, (12) e proclamavam em alta voz: “O Cordeiro imolado é digno de receber o poder, a riqueza, a sabedoria e a força, a honra, a glória e o louvor”.13 Ouvi também todas as criaturas que estão no céu, na terra, debaixo da terra e no mar, e tudo o que neles existe, e diziam: “Ao que está sentado no trono e ao Cordeiro, o louvor e a honra, a glória e o poder para sempre”.14 Os quatro Seres vivos respondiam: “Amém”, e os Anciãos se prostraram em adoração daquele que vive para sempre.
S - Palavra do Senhor.
T. Graças a Deus.
ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO (HL2 p.108) (CD XV Fx 7)Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia!Jesus Cristo ressurgiu! Aleluia! * Ele teve compaixão do gênero humano!
EVANGELHO (Jo 21,1-14 )
P. O Senhor esteja convosco.
T. Ele está no meio de nós.P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
T. Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, (1J) Jesus apareceu de novo aos discípulos, à beira do mar de Tiberíades. A aparição foi assim: (2) Estavam juntos Simão Pedro, Tomé, chamado Dídimo, Natanael de Caná da Galiléia, os filhos de Zebedeu e outros dois discípulos de Jesus. (3) Simão Pedro disse a eles: “Eu vou pescar”. Eles disseram: “Também vamos contigo”. Saíram e entraram na barca, mas não pescaram nada naquela noite.4 Já tinha amanhecido, e Jesus estava de pé na margem. Mas os discípulos não sabiam que era Jesus.5 Então Jesus disse: “Moços, tendes alguma coisa para comer?” Responderam: “Não”.6 Jesus disse-lhes: “Lançai a rede à direita da barca, e achareis”. Lançaram pois a rede e não conseguiam puxá-la para fora, por causa da quantidade de peixes.7 Então, o discípulo a quem Jesus amava disse a Pedro: “É o Senhor!” Simão Pedro, ouvindo dizer que era o Senhor, vestiu sua roupa, pois estava nu, e atirou-se ao mar.8 Os outros discípulos vieram com a barca, arrastando a rede com os peixes. Na verdade, não estavam longe da terra, mas somente a cerca de cem metros. 9Logo que pisaram a terra, viram brasas acesas, com peixe em cima, e pão.10 Jesus disse-lhes: “Trazei alguns dos peixes que a panhastes”.11 Então Simão Pedro subiu ao barco e arrastou a rede para a terra. Estava cheia de cento e cinqüenta e três grandes peixes; e apesar de tantos peixes, a rede não se rompeu.12 Jesus disse-lhes: “Vinde comer”. Nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar quem era ele, pois sabiam que era o Senhor.13 Jesus aproximou-se, tomou o pão e distribuiu-o por eles. E fez a mesma coisa com o peixe.14 Esta foi a terceira vez que Jesus, ressuscitado dos mortos, apareceu aos discípulos.
S - Palavra da Salvação.
T. Glória a vós, Senhor.
COMENTÁRIO Um velho ditado popular diz que: "Deus ajuda quem cedo madruga". Na verdade, Deus ajuda sempre, não escolhe hora, porém no evangelho de hoje, Jesus aparece aos apóstolos, antes do sol raiar. Era madrugada, estavam cansados, com fome e com sono, porém insistiam em lançar as redes. Eram pescadores experientes, devem ter lançado a rede por todos os lados do barco. Tentaram a noite toda e nada, mesmo assim não desistiram.Estavam distraídos tentando conseguir, pelo menos o suficiente para o almoço, quando Jesus aparece na praia e lhes pergunta se têm algo para comer. Eles não reconheceram o Mestre na pessoa daquele pedinte e responderam, não temos nada! Não pescamos nenhum peixe!Ele então, ordena que lancem a rede à direita do barco, pois ali encontrarão os peixes que tanto procuram. Lançar a rede no mesmo lugar que já haviam tentado dezenas de vezes? Parecia um absurdo, mas não discutiram, obedeceram e o resultado foi surpreendente.João começa sua narração dizendo que Pedro decidiu pescar e que, no mesmo instante, os outros discípulos disseram: "também vamos", e foram! Essa disponibilidade dos apóstolos demonstra a liderança de Pedro. Não precisou convidar ninguém. Bastou se dispor a trabalhar e foi seguido.Parece que João quer mostrar a enorme responsabilidade do líder. O pastor tem que ser autêntico, tem que viver o que prega, tem que trilhar caminhos seguros, pois as ovelhas confiam nele, imitam seus atos e seguem seus passos. O verdadeiro líder sabe que o exemplo dispensa palavras.Outro fato curioso é que eles não reconheceram Jesus de imediato. Não tinham a menor idéia de quem seria aquele forasteiro e, mesmo assim acataram sua sugestão, seguiram o seu conselho e jogaram a rede no local que havia indicado.Como já dissemos, eles eram pescadores experientes, jamais lançariam a rede num lugar tão raso e tão próximo da praia. No entanto, fizeram exatamente o que Jesus mandou e, o resultado foi maravilhoso. A rede não se rompeu apesar dos cento e cinqüenta e três grandes peixes que apanharam.Fico imaginando qual teria sido o meu ou o seu comportamento no lugar desses homens? Pare e pense. Coloque-se no lugar deles e tente imaginar sua reação: imagine que você é um profissional de informática, seu micro travou, e após algumas horas tentando recuperá-lo, sem sucesso, chega um desconhecido, aponta um local que não tem nada a ver e diz: "clique ali"! Você clicaria?Isso é válido para qualquer função. Seja mecânico, médico, cozinheira, técnico de futebol, motorista ou líder comunitário, dificilmente alguém aceitaria essa intromissão sem questionar e até mesmo sem se ofender com essa idéia, aparentemente absurda. Este episódio é uma clara demonstração de como os primeiros cristãos estavam abertos para acatar sugestões.A boa notícia de hoje chama-se fé, a grande lição é a humildade desses homens. Não tinham nada a perder, já haviam tentado de tudo e sem o menor sucesso, por que então não experimentar a sugestão de um novato que, aparentemente, só queria ajudar? Ali estava o caminho para a grande pescaria.Cenas iguais a esta acontecem diariamente em nossas comunidades. Quantos desconhecidos chegam para somar e são simplesmente descartados. Suas idéias inovadoras são chamadas de absurdas e não são levadas a sério pelos "profissionais" altamente qualificados em liturgia ou outras pastorais.Está na hora de parar e pensar. Precisamos abrir o coração para ouvir o que Jesus tem a nos dizer. Ele é quem diz onde jogar a rede e, basta obedecê-lo para ter sucesso na “pescaria”. Quem quiser ter o privilégio de tomar uma refeição com o Mestre, tem que fazer o que Ele manda... tem que viver o amor.

domingo, 11 de abril de 2010

LEITURAS QUE SERÃO PROFERIDAS NO MUNDO TODO NAS CELEBRAÇÕES DAS SANTAS MISSAS NESTE DOMINGO - 11/04/2010

LITURGIA DA PALAVRA
Domingo da Divina MisericórdiaIrmãos e irmãs, bem vindos ao encontro de Cristo ressuscitado. Neste segundo Domingo do Tempo Pascal, celebramos também o “Domingo da Divina Misericórdia”. Somos convocados, portanto, pelo Cristo ressuscitado a acolher a sua presença misericordiosa conduzindo a Igreja nos caminhos do amor e da fraternidade. Em nossa Arquidiocese esses caminhos estão sendo construídos especialmente pelo 1º Congresso de Leigos, com o tema: “cristãos leigos, discípulos e missionários de Jesus Cristo na cidade de São Paulo”, e o lema:, “vós sois o sal da terra; vós sois a luz do mundo” (Mt 5,13.14). O Congresso está em sua primeira etapa, que corresponde ao âmbito paroquial ou área pastoral. Justamente no próximo domingo, dia 18, haverá em todas as Regiões Episcopais o Retiro Espiritual das Comissões Paroquiais do Congresso de Leigos.
O Espírito de Cristo ressuscitado comanda a Igreja e suscita a fé.
P. Ouçamos com atenção.PRIMEIRA LEITURA
At 5, 12-16Leitura dos Atos dos Apóstolos.12 Muitos sinais e maravilhas eram realizados entre o povo pelas mãos dos apóstolos. Todos os fiéis se reuniam, com muita união, no Pórtico de Salomão. 13Nenhum dos outros ousava juntar-se a eles, mas o povo estimava-os muito.14 Crescia sempre mais o número dos que aderiam ao Senhor pela fé; era uma multidão de homens e mulheres.15 Chegavam a transportar para as praças os doentes em camas e macas, a fim de que, quando Pedro passasse, pelo menos a sua sombra tocasse alguns deles. 16A multidão vinha até das cidades vizinhas de Jerusalém, trazendo doentes e pessoas atormentadas por maus espíritos. E todos eram curados.
P - Palavra do Senhor.
T. Graças a Deus.
SEGUNDA LEITURA
(Ap 1, 9-11a.12-13.17-19)Leitura do Livro do Apocalipse de São João.9 Eu, João, vosso irmão e companheiro na tribulação, e também no reino e na perseverança em Jesus, fui levado à ilha de Patmos, por causa da palavra de Deus e do testemunho que eu dava de Jesus. 10 No dia do Senhor, fui arrebatado pelo Espírito e ouvi atrás de mim uma voz forte, como de trombeta, (11) a qual dizia: “O que vais ver, escreve-o num livro”.12 Então voltei-me para ver quem estava falando; e, ao voltar-me, vi sete candelabros de ouro.13 No meio dos candelabros havia alguém semelhante a um “filho de homem”, vestido com uma túnica comprida e com uma faixa de ouro em volta do peito.17 Ao vê-lo, caí como morto a seus pés, mas ele colocou sobre mim sua mão direita e disse: “Não tenhas medo. Eu sou o Primeiro e o Último, (18) aquele que vive. Estive morto, mas agora estou vivo para sempre. Eu tenho a chave da morte e da região dos mortos. 19 Escreve pois o que viste, aquilo que está acontecendo e que vai acontecer depois”.
P - Palavra do Senhor.
T. Graças a Deus.
ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO
(HL2, p.108 - CD XV Fx 7)Aleluia! Aleluia!Aleluia!Acreditaste, Tomé, porque me viste.Felizes os que cre­rem sem ter visto.
EVANGELHO ( Jo 20, 19-31)P. O Senhor esteja convosco.
T. Ele está no meio de nós.
P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
T. Glória a vós, Senhor.19 Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”.20 Depois destas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor.21 Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”.22 E depois de ter dito isto, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo.23 A quem perdoardes os pecados eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos”.24 Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio.25 Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!” Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”.26 Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”.27 Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”.28 Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!”29 Jesus lhe disse: “Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!”30 Jesus realizou muitos outros sinais diante dos discípulos, que não estão escritos neste livro.31 Mas estes foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome. – Palavra da salvação. T. Glória a vós, Senhor. COMENTÁRIO Feliz Páscoa!!! Estamos no período Pascal e vivendo ainda a alegria da Ressurreição de Jesus. O evangelho de hoje nos fala que os apóstolos estavam escondidos, trancados e com muito medo dos anciãos e dos chefes dos sacerdotes.Não somente eles, todos nós! Observe como vivemos com medo e assustados com a violência, assaltos, seqüestros, balas perdidas... o medo faz parte do nosso dia-a-dia. É um sentimento que nos acompanha sempre. Somos medrosos por natureza.O medo de encarar um mundo novo, perigoso e bem diferente daquele em que estivemos durante nove meses, nos leva a chorar logo ao nascer. Lentamente, porém, o carinho materno, a mão forte e amiga do pai nos transformam, trazem-nos confiança e segurança para superarmos os obstáculos que o medo coloca em nosso caminho.Certamente, também os grandes heróis sentiram medo um dia. Herói não é aquele que não tem medo de coisa alguma, herói é aquele que supera o medo e parte para a luta. Jesus transmite essa força! Tomé não acreditou, mas os discípulos criaram coragem e foram anunciar que o Mestre estava vivo,É isso que Jesus espera de seus discípulos. Coragem, sair e anunciar, essa é a receita. Não podemos ficar trancados. Ainda hoje os fariseus e chefes dos sacerdotes estão por ai, disfarçados em aliciadores de menores, distribuidores de drogas e pregadores da prostituição.É preciso coragem e persistência para proclamar o nome de Jesus. Os riscos são enormes, a perseguição é constante, porém, o discípulo comprometido com o Mestre, sente a firmeza de sua mão e não desiste nunca.Parece que tínhamos razão de chorar ao nascer, pois nosso mundo é maldoso e cheio de mentiras. No entanto, não podemos ficar chorando a vida toda sem agir. Milhares de “Tomés” desconhecem a verdade e duvidam que Jesus esteja realmente vivo. São frágeis vítimas dos predadores, são filhos de Deus que dependem da nossa ação para reencontrar o Pai.Evangelizar, levar paz ao mundo, é a nossa missão. Se anunciarmos que Jesus não morreu, se mostrarmos para esses milhares de irmãos as chagas do Salvador, e se lhes dermos a oportunidade de reencontrar o Mestre e tocá-lo, certamente seus olhos irão brilhar e exclamarão: "Meu Senhor e meu Deus!"Jesus disse: "A paz esteja com vocês!" essa saudação era muito comum entre os judeus. Deveria também ser mais usada entre nós, pois desejar a paz ao próximo é desejar o melhor. Nada supera a paz. Paz é a ausência de conflito e violência. Paz é sinônimo de serenidade e de amor. Jesus é a verdadeira Paz!A paz deve ser procurada permanentemente. Em Belém, no nascimento de Jesus, os anjos anunciaram a paz de Deus para todas as pessoas. Antes de sua paixão, Jesus disse aos seus apóstolos: "Eu vos deixo a paz, Eu vos dou a minha paz". Agora, o Vencedor da morte confirma a sua promessa e anuncia a paz aos apóstolos e a todos nós.A verdadeira paz está reservada para quem acreditar, para quem colocar em prática a sua fé e que transformar em gestos concretos a sua crença. Portanto, paz é o prêmio para quem vive o evangelho. Vamos construir a paz, transformar e inovar. Vamos mudar o mundo e a nós mesmos! Um mundo de paz é um mundo renovado... um coração de paz é um coração novo.jorgelorente@ig.com.br - 11/abril/2010JESUS ESTÁ VIVO ENTRE NÓSAntônio Oliveira (Paraibuna SP)Poema baseado no Evangelho de hoje (Jo 20, 19-31)Naquela tarde de domingoDia da ressurreiçãoLá estavam os discípulosComo sempre, em oração.Naquele recinto fechadoOnde eles se escondiamPara fugir dos judeusQue a eles perseguiam.Então, o Senhor JesusApareceu de repente.Pousando no meio delesFoi falando calmamente:(A paz esteja convosco)Foi a sua saudação.Em seguida, aos discípulosEle mostrou suas mãos,Perfuradas pelos cravosQue os judeus haviam usadoQuando lá naquela cruzEle foi crucificado.Mostrou seu lado direitoCom a ferida chagadaQue um daqueles soldadosFizera com sua espada.Todos ficaram contentesPor terem visto o SenhorQue novamente a elesFoi falando com amor:“A paz esteja convosco”.Assim como o Pai me enviouEu também vos envio.(E sobre eles soprou.)Recebam o Espírito Santo.Vocês estão preparados.A quem derem o perdãoEles serão perdoados.Daquele momento divinoQue a todos encantouTomé estava ausente;Dele não participou.Mas quando ele voltou,Os discípulos falaramQue tinham visto JesusE com detalhes contaram.Ele ouviu com atenção.Porém, não acreditou,Voltando-se para elesDesse jeito então falou:Se eu não vir as marcasDos cravos, em suas mãosE com meus dedos tocá-lasEu não acredito, não.Oito dias se passaramQue este fato aconteceuNaquele mesmo lugarO Senhor apareceuEstavam todos reunidosOrando com muita fé.Desta vez no meio delesTambém estava Tomé.Jesus Cristo, o NazarenoNo meio deles pousouComo da vez anteriorAos discípulos saudou:“A paz esteja convosco”.Dizendo então a Tomé:__ Coloque aqui o seu dedoPara provar sua fé.Prostrado aos pés do SenhorTomé, então respondeu:Como não acreditarSe és meu Senhor e meu Deus?Jesus lhe disse, então:__Você só acreditouPorque com suas próprias mãosEm minhas chagas tocou.Aqueles que acreditaremNa minha ressurreição,Mesmo sem terem me vistoGanharão a salvação;Serão bem-aventuradosE pra sempre viverão.

domingo, 4 de abril de 2010

LEITURAS PROFERIDAS NO MUNDO TODO NAS CELEBRAÇÕES DAS SANTAS MISSAS NO DOMINGO DIA 04/04/2010

LITURGIA DA PALAVRA
PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO
Irmãos e irmãs, como diz o salmo 117, este é o dia que o Senhor fez para nós; alegremo-nos, pois, e nele exultemos. A vida venceu a morte! O Cristo ressuscitou! Celebremos, então, o Domingo da Páscoa como a Eucaristia mais jubilosa da liturgia cristã.
PRIMEIRA LEITURA (At 10,34a. 37-43)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.Naqueles dias,34 Pedro tomou a palavra e disse:37 “Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judéia, a começar pela Galiléia, depois do batismo pregado por João: (38) como Jesus de Nazaré foi ungido por Deus com o Espírito Santo e com poder. Ele andou por toda a parte, fazendo o bem e curando a todos os que estavam dominados pelo demônio; porque Deus estava com ele.39 E nós somos testemunhas de tudo o que Jesus fez na terra dos judeus e em Jerusalém. Eles o mataram, pregando-o numa cruz.40 Mas Deus o ressuscitou no terceiro dia, concedendo-lhe manifestar-se41 não a todo o povo, mas às testemunhas que Deus havia escolhido: a nós, que comemos e bebemos com Jesus, depois que ressuscitou dos mortos.42 E Jesus nos mandou pregar ao povo e testemunhar que Deus o constituiu juiz dos vivos e dos mortos. Todos os profetas dão testemunho dele:43 “Todo aquele que crê em Jesus recebe, em seu nome, o perdão dos pecados’”.
s – Palavra do Senhor.
T. Graças a Deus.
SEGUNDA LEITURA (Cl 3,1-4)
Leitura da Carta de São Paulo aos Colossenses.Irmãos:1 Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, (2) onde está Cristo, sentado à direita de Deus; aspirai às coisas celestes e não às coisas terrestres.3 Pois vós morrestes, e a vossa vida está escondida, com Cristo, em Deus.4 Quando Cristo, vossa vida, aparecer em seu triunfo, então vós aparecereis também com ele, revestidos de glória.
s – Palavra do Senhor.
T. Graças a Deus.
ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO (Fx3)
Aleluia, aleluia Aleluia, aleluia!
O nosso Cordeiro Pascal, Jesus Cristo já foi imolado. Celebremos, assim, esta festa, na sinceridade e verdade.
EVANGELHO (Jo 20, 1-9)
P. O Senhor esteja convosco.
T. Ele está no meio de nós.
P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
T. Glória a vós, Senhor.1
No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo.2 Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o puseram”.3 Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo.4 Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo.5 Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou.6 Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão (7) e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte.8 Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu, e acreditou.9 De fato, eles ainda não tinham compreendido a Escritura, segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos.
p - Palavra da Salvação.
T. Glória a vós, Senhor.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

VOCÊ É UM DOS JUDAS DE HOJE?

Judas se tornou o símbolo da traição porque fazia parte do grupo íntimo dos apóstolos. Lucas nos descreve de maneira solene e íntima a cena da escolha dos apóstolos. Jesus passou a noite rezando. Chamou os que quis com a finalidade de estar com ele. E depois vieram os meses e anos de convivência nas mesmas caminhadas, nas noites ao relento, nas pregações, nas refeições simples do dia a dia e nas festas. Enfim viviam Jesus e Judas elos de amizade, de confiança, de esperança entre si. De repente, rompe-se tal liame e Judas entrega Jesus aos adversários.
Traição dói na proporção inversa da distância. Quanto mais próxima se sente a pessoa traidora, tanto maior a dor do traído. Pelo contrário, já nem se considera traição quando as ligações entre os parceiros se tornaram distantes ou nem existiam mais. A traição se situa no mundo das amizades, das vinculações afetivas intensas, das ligações íntimas, das proximidades de vida. Dois sócios, anos a fio, na mesma batalha, de repente, um passa a rasteira no outro. Uma esposa fiel, devotada ao marido, ligada a ele afetivamente e que imaginava correspondida, subitamente vem a saber que ele freqüenta outros amores, e vice-versa. Entre dois amigos que caminhavam como irmãos, se confidenciavam, partilhavam bens físicos e espirituais, um percebe que o outro jogava com duplicidade.
Nos anos escuros da repressão militar, aconteceram traições duras e dolorosas. Companheiros de luta que denunciam o colega por alguma vantagem provisória. Outros se aproximaram fingidamente já com a intenção de captar informações para comunicá-las aos órgãos de segurança.
Dois gêneros, portanto, bem diferentes de traição. Uma, como a de Judas, que passou da amizade para decepção, para desilusão, para a perda de vinculação até a entrega. Processo lento que foi minando o coração até que ele se corrompeu a ponto de renegar a amizade e trair.
Outros vestem a roupa da traição de antemão. Já entram no jogo com fito bem claro de trair por interesse econômico, por algum benefício material ou para garantir-se a amizade e beneplácito do poder. As ditaduras, os regimes absolutistas, as instituições totais, os grupos fundamentalistas e rígidos fabricam traidores em troca de benfeitorias. A espionagem, que pode ser feita à revelia, à distância, com os recursos eletrônicos especializados e despercebidamente, recorre então à colaboração de um traidor. Nessa categoria entram pessoas que por medo, fraqueza, ambição ou por interesses concretos aceitam tal papel.
Poucas experiências destroem alguém por dentro como a traição. Não precisa de nenhum juiz de fora. A covardia, o abuso da amizade, a técnica enganadora depõem fortemente contra a limpidez e lisura de personalidade. Cinde-a. Esquizofreniza-a. Pobre traidor, cortado por dentro, embora tenha recebido alguns benefícios materiais, será tomado pela desgraça interna.
Pense nisso, reflita e seja feliz. Pelo menos tente.

domingo, 28 de março de 2010

LEITURAS PROFERIDAS NO MUNDO TODO NAS CELEBRAÇÕES DAS SANTAS MISSAS, DOMINGO DIA 28/03/2010

LITURGIA DA PALAVRA
DOMINGO DE RAMOS
Irmãos e irmãs, com ramos verdes nas mãos, iniciemos a liturgia deste Domingo, fazendo memória da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Desta forma, aclamemos o Cristo como Rei e Salvador e acolhamos o seu Reino de fraternidade, onde a partilha tem um lugar central. Na Missa de hoje isso é ressaltado com o gesto concreto da coleta em favor da Campanha da Fraternidade. Preparemo-nos para celebrar o Tríduo Pascal, que é o “coração” da Semana Santa. Seu início se dá na Missa Vespertina da Ceia do Senhor, na Quinta-feira Santa, e seu encerramento, no Domingo da Ressurreição. Vivamos cada celebração litúrgica desta semana com todo o nosso coração, a fim exultarmos na festa da ressurreição. ***Jesus é o servo sofredor que triunfou na cruz.
Ouçamos com atenção:PRIMEIRA LEITURA (Is 50, 4-7)
Leitura do Livro do Profeta Isaías.4 O Senhor Deus deu-me língua adestrada, para que eu saiba dizer palavras de conforto à pessoa abatida; ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido, para prestar atenção como um discípulo.5 O Senhor abriu-me os ouvidos; não lhe resisti nem voltei atrás.6 Ofereci as costas para me baterem e as faces para me arrancarem a barba; não desviei o rosto de bofetões e cusparadas.7 Mas o Senhor Deus é meu auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível como pedra, porque sei que não sairei humilhado.
s - Palavra do Senhor.
T. Graças a Deus.
SEGUNDA LEITURA (Fl 2, 6-11)
Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses6 Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, (7) mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, (8) humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz.9 Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome.10 Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, (11 e toda língua proclame: “Jesus Cristo é o Senhor”, para a glória de Deus Pai.
S - Palavra do Senhor.
T. Graças a Deus.
ACLAMAÇÃO AO ANÚNCIO DA PAIXÃO (CD XIII Fx 17)
Salve, ó Cristo obediente! * Salve, amor onipotente, * que se entregou à cruz * e nos recebeu na luz!1. O Cristo obedeceu até a morte, * humilhou-se e obedeceu o bom Jesus, * humilhou-se e obedeceu, sereno e forte, * humilhou-se e obedeceu até a cruz.2. Por isso o Pai do céu o exaltou, * exaltou-o e lhe deu um grande nome, * exaltou-o e lhe deu poder e glória, * diante dele céus e terra se ajoelhem! PAIXÃO de nosso senhor jesus crito segundo lucas(Lc 23, 1-49) – mais breveNARRADOR: Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo,1 toda a multidão se levantou e levou Jesus a Pilatos.2 Começaram então a acusá-lo, dizendo:TODOS:Achamos este homem fazendo subversão entre o nosso povo, proibindo pagar impostos a César e afirmando ser ele mesmo Cristo, o rei.NARRADOR: 3 Pilatos o interrogou:LEITOR 1: Tu és o rei dos judeus?NARRADOR: Jesus respondeu, declarando:PRESIDENTE: Tu o dizes!NARRADOR: 4 Então Pilatos disse aos sumos sacerdotes e à multidão:LEITOR 1: Não encontro neste homem nenhum crime.NARRADOR: 5 Eles, porém, insistiam:TODOS: Ele agita o povo, ensinando por toda a Judéia, desde a Galiléia, onde começou, até aqui.NARRADOR: 6 Quando ouviu isto, Pilatos perguntou:LEITOR1: Este homem é galileu?NARRADOR: 7 Ao saber que Jesus estava sob a autoridade de Herodes, Pilatos enviou-o a este, pois também Herodes estava em Jerusalém naqueles dias. (8) Herodes ficou muito contente ao ver Jesus, pois havia muito tempo desejava vê-lo. Já ouvira falar a seu respeito e esperava vê-lo fazer algum milagre. (9) Ele interrogou-o com muitas perguntas. Jesus, porém, nada lhe respondeu. 10 Os sumos sacerdotes e os mestres da Lei estavam presentes e o acusavam com insistência. 11 Hero­des, com seus soldados, tratou Jesus com desprezo, zombou dele, vestiu-o com uma roupa vistosa e mandou-o de volta a Pilatos. 12 Naquele dia Herodes e Pilatos ficaram amigos um do outro, pois antes eram inimigos 13 Então. Pilatos convocou os sumos sacerdotes, os chefes e o povo, e lhes disse:LEITOR 1: 14 Vós me trouxestes este homem como se fosse um agitador do povo. Pois bem! Já o interroguei diante de vós e não encontrei nele nenhum dos crimes de que o acusais; 15 nem Herodes, pois o mandou de volta para nós. Como podeis ver, ele nada fez para merecer a morte. 16 Portanto, vou castigá-lo e o soltarei.NARRADOR: 18 Toda a multidão começou a gritar:TODOS: Fora com ele! Solta-nos Barrabás!NARRADOR: 19 Bar­­rabás tinha sido preso por causa de uma revolta na cidade e por homicídio. 20 Pilatos falou outra vez à multidão, pois queria libertar Jesus. 21 Mas eles gritavam:TODOS: Crucifica-o! Crucifica-o!NARRADOR: 22 E Pilatos falou pela terceira vez:LEITOR1: Que mal fez este homem? Não encontrei nele nenhum crime que mereça a morte. Portanto, vou castigá-lo e o soltarei. NARRADOR: 23 Eles, porém, continuaram a gritar com toda a força, pedindo que fosse crucificado. E a gritaria deles aumentava sempre mais. 24 Então Pilatos decidiu que fosse feito o que eles pediam. 25 Soltou o homem que eles queriam - aquele que fora preso por revolta e homicídio - e entregou Jesus à vontade deles. 26 Enquanto levavam Jesus, pegaram um certo Simão, de Cirene, que voltava do campo, e impuseram-lhe a cruz para carregá-la atrás de Jesus. 27 Seguia-o uma grande multidão do povo e de mulheres que batiam no peito e choravam por ele. 28 Jesus, porém, voltou-se e disse:PRESIDENTE: Filhas de Jerusalém, não choreis por mim! Chorai por vós mesmas e por vossos filhos! 29 Porque dias virão em que se dirá: “Felizes as mulheres que nunca tiveram filhos, os ventres que nunca deram à luz e os seios que nunca amamentaram”. 30 Então começarão a pedir às montanhas: “Caí sobre nós!” e às colinas: “Escondei-nos!” 31 Porque, se fazem assim com a árvore verde, o que não farão com a árvore seca?NARRADOR: 32 Levavam também outros dois malfeitores para serem mortos junto com Jesus. 33 Quando chegaram ao lugar chamado “Calvário”, ali crucificaram Jesus e os malfeitores: um à sua direita e outro à sua esquerda. 34 Jesus dizia:PRESIDENTE: Pai, perdoa-lhes! Eles não sabem o que fazem!NARRADOR: Depois fizeram um sorteio, repartindo entre si as roupas de Jesus. 35 O povo permanecia lá, olhando. E até os chefes zombavam, dizendo:TODOS: A outros ele salvou. Salve-se a si mesmo, se, de fato, é o Cristo de Deus, o escolhido!NARRADOR: 36 Os soldados também caçoavam dele; aproximavam-se, ofereciam-lhe vinagre, 37 e diziam:TODOS: Se és o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo!NARRADOR: 38 Acima dele havia um letreiro: “Este é o rei dos judeus”.NARRADOR: 39 Um dos malfeitores crucificados o insultava, dizendo:LEITOR 2: Tu não és o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós!NARRADOR: 40 Mas o outro o repreendeu, dizendo:LEITOR 2: Nem sequer temes a Deus, tu que sofres a mesma condenação? 41 Para nós, é justo, porque estamos recebendo o que merecemos; mas ele não fez nada de mal.NARRADOR: 42 E acrescentou:LEITOR 2: Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no teu reinado.NARRADOR: 43 Jesus lhe respondeu:PRESIDENTE: Em verdade eu te digo: ainda hoje estarás comigo no Paraíso.NARRADOR: 44 Já era mais ou menos meio-dia e uma escuridão cobriu toda a terra até às três horas da tarde, 45 pois o sol parou de brilhar. A cortina do santuário rasgou-se pelo meio, 46 e Jesus deu um forte grito:PRESIDENTE: Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito.NARRADOR: Dizendo isso, expirou.(Todos se ajoelham por um instante).NARRADOR: 47 O oficial do exército romano viu o que acontecera e glorificou a Deus dizendo:LEITOR 2: De fato! Este homem era justo!NARRADOR: 48 E as multidões, que tinham acorrido para assistir, viram o que havia acontecido, e voltaram para casa, batendo no peito. 49 Todos os conhecidos de Jesus, bem como as mulheres que o acompanhavam desde a Galiléia, ficaram à distância, olhando essas coisas. – Palavra da Salvação. T. Glória a vós, Senhor. COMENTÁRIOHoje iniciamos a Semana Santa. Na liturgia do Domingo de Ramos temos dois Evangelhos. Optamos por comentar o primeiro, o da bênção dos ramos, onde vemos que uma grande multidão se apresenta vibrante e empunhando ramos de oliveira. Gritam hosanas e aclamam Jesus: “Bendito o Rei, que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas alturas!”Jesus é um Rei manso, humilde e pacífico, ao contrário dos outros reis que andavam em carros de guerra ou montados em cavalos. Mas ao mesmo tempo ele é forte e firme. Faz justiça devolvendo vida ao povo. E o povo o reconhece como seu Rei, seu Salvador. Por isso, estende seus mantos à sua passagem.:Enquanto o povo gritava “Hosana!” - “Viva! Salva-nos!” os poderosos ficaram preocupados e agitados. A presença de Jesus é sempre uma ameaça para aqueles que vivem às custas do suor do povo. A simples presença de Jesus traz liberdade. Onde Jesus está presente, a opressão está ausente.As atividades libertadoras realizadas por aquele chamado de: o Profeta Jesus de Nazaré da Galiléia, desafiam o poder opressor. A vinda do Rei-pobre exige opção, exige uma definição; ou o recusamos ou o aceitamos, não existe meio termo. Esse é o grande desafio. Ficar com o verdadeiro ou com o falso, ficar com o antigo ou aceitar a Nova Aliança.Jesus, ao mesmo tempo, é como um sapato confortável e também como aquela pedrinha incômoda que aparece não sabemos de onde. Para estar com ele é preciso abrir mão do poder e assumir o serviço. Não é fácil aceitar e cumprir a proposta do Salvador.É dificílima essa decisão, por isso até hoje essa dúvida nos incomoda. Todos aguardavam um rei vingador, e com um enorme número de soldados para exterminar os inimigos do povo. Mas, a decepção é geral, esse Rei se apresenta exigente, sem armas e com propostas de mudanças.Mudanças radicais que se trouxermos para os dias de hoje significam abrir mão dos grandes lucros e pensar com mais seriedade nos desempregados, nos aposentados, nos idosos e menores abandonados. O Rei exige preocupação com os enfermos e com os preços abusivos dos remédios.Todas essas mudanças exigem muito de cada um de nós. Exigem desprendimento e renúncia; exigem humildade, solidariedade e amor ao próximo. Aderir ao Cristo significa mudar.Quem não muda e não assume o compromisso batismal, é como aquele que estende o seu manto e grita “Hosana! Hosana!” e que, em menos de uma semana depois, lá está, no meio da multidão e gritando: “Crucifica-o! Crucifica-o!”Os fariseus queriam que os discípulos de Jesus se calassem, pois aquela manifestação atrapalhava seus projetos. Jesus pregava justiça e fraternidade, pregava amor e partilha e isso fazia dele um inimigo mortal. Jesus era uma ameaça para os que viviam às custas dos pobres e oprimidos.Quase nada mudou de lá para cá, a opressão, a injustiça e a exclusão continuam presentes, e querem tapar nossas bocas. Por isso, não se cale! O mundo precisa conhecer a liberdade que só o Verdadeiro Rei pode trazer. Coragem, grite forte! Não permita que o nome de Jesus seja abafado! Essa verdade precisa ser divulgada. Lembre-se de que se nos calarmos, as pedras gritarão!jorgelorente@ig.com.br – 28/março/2010 * * *ENTREVISTA COM SIMÃO CIRENEU. Aquele que ajudou Jesus a carregar a cruz.AUTOR: Vicente Abreu. (Revista Brasil Cristão)ADAPTAÇÃO: Antônio Oliveira. (folhetim2007@gmail.com)SE ALGUMA PARÓQUIA OU COMUNIDADE QUISEREM USAR ESTE TEXTO PARA ILUSTRAR A SEMANA SANTA, PODERÃO FAZÊ-LO.SUGIRO A TODOS (AS) QUE TOMAREM CONHECIMENTO DESTE TRABALHO QUE INDIQUEM PARA SEUS CONTATOS. CENÁRIOUma sala humilde, contendo uma mesa rústica forrada com uma toalha de renda branca.Sobre a mesa, uma Bíblia aberta, uma moringa com água e alguma canecas.Encostada à uma parede, um banco de madeira.No canto da sala, uma talha de barro, tendo no seu interior alguns ramos de trigo.CENA 1 :- João evangelista trajando roupas da época, sentado à mesa, escrevendo em um pergaminho com uma pena de ave.CENA 2 :- Alguém batendo à porta. João levanta-se para atender. É um repórter querendo falar com a Virgem Maria. O mesmo é informado que ela está orando. Ele se propõe esperar.CENA 3 :- Uma Segunda pessoa batendo à porta. João levanta-se para atender. Manda que essa pessoa entre, informa que Maria está orando e que já existe uma pessoa para falar com ela. A Segunda pessoa também se propõe esperar sentando-se no banco ao lado do repórter. O repórter procura estabelecer um diálogo com o segundo visitante, apresentando-se e se identificando.REPÓRTER:- Estendendo a mão para o visitante diz: Muito prazer, sou repórter e estou aqui com a missão de entrevistar a Mãe de Jesus, a Virgem Maria. O senhor também é repórter?VISITANTE:- Não senhor. Eu sou apenas amigo da família.REPÓRTER:- Como lhe falei, minha missão aqui na cidade é entrevistar as pessoas que conviveram com Jesus. Hoje pretendo entrevistar a Virgem Maria. Por ser a nossa conversa um pouco demorada; o senhor querendo poderá conversar com ela antes da entrevista.VISITANTE:- Não, não! O senhor poderá entrevistá-la, depois eu conversarei com ela. Gostaria de presenciar esta entre- vista, até porque, eu também convivi com o Mestre.REPÓRTER:- O senhor! Como se chama?VISITANTE:- O meu nome é SimãoREPÓRTER:- Simão?VISITANTE:- Sim, Simão de CireneREPÓRTER:- Então foi o senhor que ajudou Cristo a carregar a Cruz no Caminho do Calvário? O senhor é o cireneu?VISITANTE:- Sim senhor, sou eu mesmoREPÓRTER:- Enquanto a Virgem Maria não vem, o senhor poderia me responder algumas perguntas?SIMÃO:- Claro que sim. Fique à vontade.REPÓRTER:- O senhor tem uma maneira bonita de falar. De onde vem esse sotaque?SIMÃO:- Bem, como eu já lhe disse, sou judeu de Cirene; uma cidade grega que hoje é província romana e que fica na costa da África. Acho que é por toda essa mistura que meu sotaque é meio indefinido. Por ser cidadão romano, a mim são conferidos alguns direitos especiais dentro do império. Mas não me vanglorio por isso. Considero-me igual a todos.REPÓRTER:- Gostei da sua sinceridade. Posso tratá-lo de você?SIMÃO:- Claro que sim. Fique à vontade.REPÓRTER:- Você não mora mais em Cirene?SIMÃO:- Não. Há dois anos que eu vim para Jerusalém. Aqui herdei algumas terras de minha família, formei uma boa plantação de olivas; adquiri uma prensa e estou produzindo azeite. Como não tinha ninguém para administrar o negócio, resolvi mudar para cá. Foi a melhor coisa que fiz durante toda a minha vida.REPÓRTER:- Entendo. Foi a melhor coisa porque seus negócios prosperaram!SIMÃO:- Não, não foi por isso, foi melhor que isso. Foi aqui que eu conheci Jesus. Foi aqui que me encontrei com a verdadeira paz.REPÓRTER:- Que maravilha ouvilo-lo falar assim! Como foi o seu encontro com Jesus.SIMÃO:- Foi maravilhoso, apesar de ter começado da pior maneira possível. Parecia que eu estava no lugar errado, na hora errada. Veja bem: eu estava voltando do campo, das terras que herdei da minha família. Cheguei a Jerusalém antes do meio dia, meus filhos estavam comigo. - Ah! Deixe-me apresentá-los: este é o Alexandre com 10 anos e este outro é Rufo que tem 8 anos - como eu dizia, faltavam algumas horas para o Sábado de Páscoa. Resolvemos dar umas voltas pela cidade, até porque tinha por ali um movimento meio estranho. Passamos pela Fortaleza que fica colado ao Templo e soubemos que o Rabi tinha sido condenado a morte.REPÓRTER:- Você já conhecia Jesus?SIMÃO:- Só de ouvir falar. Nunca O tinha visto pessoalmente. Confesso que fiquei curioso e queria saber porque O condenaram. Até então só tinha ouvido falar coisas boas a Seu respeito. Eu tinha ouvido inclusive, que Ele ressuscitara Lázaro que havia morrido há quatro dias em Betânia e que entrara na cidade montado em um jumento. Eu sabia que alguns chefes do povo não O aprovavam, mas daí ao fato de Ele ter sido cruelmente condenado a morte, sinceramente falando foi uma surpresa para mim.REPÓRTER:- O que aconteceu em seguida?SIMÃO:- Aconteceu que, movido pela curiosidade aproximei-me da saída da Fortaleza e fiquei num lugar estratégico para vê- lo passar. O tumulto era grande. Mulheres choravam, homens gritavam palavras contra Ele e eu não entendia a razão daquele alvoroço todo. Então Jesus veio carregando a Cruz, passou perto de mim, eu O vi todo ensangüentado, seu corpo estava todo em carne viva. Tinha sido esfolado pelos golpes dos flagrus (flagrus eram pequenos chicotes com três tiras de couro e ossos de carneiro nas pontas, utilizados pelos romanos para esfolar a pele dos condenados). Não sei como Jesus conseguiu carregar aquela Cruz até ali.REPÓRTER: Você falou que se colocou em um ponto estratégico para ver Jesus passar. Você conseguiu vê-Lo de perto?SIMÃO:- Sem dúvida. Como já lhe disse anteriormente, Ele passou por mim, caminhou mais ou menos uns cem metros, eu O seguia juntamente com meus filhos. De repente, porém, Ele caiu sob o peso da Cruz. Os soldados O chicotearam. Ele não tinha mais forças para prosseguir. Então não sei porque o centurião que comandava o cortejo olhou para mim e, sem perguntar, mandou-me levar a Cruz.REPÓRTER:- Qual foi a sua reação?SIMÃO:- Sinceramente falando, a vontade que eu tinha era sair correndo dali. A Páscoa já estava para começar. Se eu tocasse no sangue de quem quer que seja, ficaria impuro para celebrar a Páscoa. Imagine! Eu tocar no sangue de um condenado! E aquela Cruz estava toda manchada de sangue.REPóRTER:- E o que você fez?SIMÃO:- Eu me neguei, disse a ele que não dava, que já estava de saída, que não podia. Porém, ele rudemente colocou a espada na minha garganta. Não tive outra saída a não ser obedecer-lhe.REPÓRTER:- Por que você não alegou ser cidadão romano?SIMÃO:- Pois é, na hora nem me ocorreu! Se eu tivesse dito, certamente o centurião procuraria outro, mas graças a Deus não me lembrei.REPÓRTER:- A partir daí, qual foi o seu procedimento?SIMÃO:- Acompanhado pelo centurião, fui até Jesus. Quando chegamos, notei que Maria, Sua Mãe, acabara de falar alguma coisa em Seu ouvido. Ele ganhou forças e levantou a Cruz, foi uma surpresa para todos. Ninguém, naquelas condições, teria forças e nem vontade para levantar aquela Cruz tão pesada. Mas Ele teve. Mesmo assim, o centurião mandou que eu a carregasse. Entrei debaixo dela, pois Jesus já a tinha levantada, toquei em todo aquele sangue, fiquei impuro e comecei a carregá-la. Jesus não queria deixar a Cruz, mas o centurião O obrigou a caminhar na minha frente.REPÓRTER:- Esse momento deve ter sido marcante em sua vidaSIMÃO:- É claro que sim, jamais esquecerei esse momento. Veja bem: o povo zombava, as mulheres choravam, os homens cuspiam em mim pensando que eu também era um condenado, até porque, logo atrás vinham outros dois que também seriam condenados à morte.REPÓRTER:- Qual foi a reação de Jesus?SIMÃO:- Ele sofria muito por não poder carregar a sua Cruz (nesse momento Simão se emociona) Ele olhava para trás com um olhar de quem dizia "deixe-me leva-la". Mas o centurião não permitia, Jesus estava muito machucado.REPÓRTER:- Responda-me Simão: A Cruz era muito pesada?SIMÃO:- Sem dúvida, pesava mais ou menos uns 50 quilos e estava amarrada aos dois bandidos que vinham atrás.REPÓRTER:- Qual era o procedimento dos bandidos que vinham atrás?SIMÃO:- Um deles xingava e maldizia o tempo todo, enquanto que o outro permanecia calado.REPÓRTER:- E você, como estava se comportando?SIMÃO:- Eu também maldizia por estar carregando aquela Cruz. Por estar passando por aquela vergonha diante de meus filhos, por ter ficado impuro e ter estragado a minha Páscoa. Sinceramente, eu não entendia porque Jesus fazia questão de carregar aquela Cruz, mesmo sem forças.REPÓRTER:- Foi longo o percurso que você carregou a Cruz?SIMÃO:- Eu carreguei a Cruz por uns trezentos metros mais ou menos; foi quando Jesus caiu novamente. Nesse momento presenciei uma coisa terrível. Alguns homens e vários moleques aproximaram-se dEle e começaram a chutá-Lo. Revoltei-me e comecei a gritar com aqueles vândalos, mas eles não me ouviam. Então pedi ao centurião que fizesse alguma coisa.REPÓRTER:- O que fez o centurião?SIMÃO:- Ele espantou aquele bando de delinqüentes. Mas, Jesus continuou no chão certamente com muita dor. Nesse momento aproximou-se uma mulher com uma toalha na mão e enxugou-Lhe o rosto. Ele agradeceu. Depois ela lhe deu água e com isso um pouco das suas forças foram recuperadas.REPÓRTER:- Como você percebeu isso?SIMÃO:- É que Ele, mesmo com dificuldade levantou-se, e decidido entrou debaixo da Cruz com a intenção de me ajudar a levá-la. Olha, meu amigo, eu fiquei impressionado; os soldados também ficaram pasmos ao ver que depois de tudo o que Ele vinha sofrendo, não fugiu da Cruz, carregando-a com muito amor até o último momento.REPÓRTER:- Imagino como você estava se sentindo nesse momento.SIMÃO:- Pode crer, meu amigo, a partir desse momento parei de maldizer e murmurar contra Deus por estar naquela situação e comecei a respeitá-Lo.REPÓRTER:- Quer dizer que você mudou o seu conceito com relação a Jesus?SIMÃO:- Totalmente. Até aquele momento para mim Jesus era um homem comum; de valor é claro, um rabi que estava sendo condenado injustamente. Mas depois que nossos braços se cruzaram sobre aquela Cruz percebi que Ele queria ajudar-me a carregar a mesma Cruz que eu carregava em seu lugar. Caminhamos juntos sob aquela Cruz. Foi ai que percebi a Sua pureza de coração, o amor que Ele sentia pelo próximo. Como podia um homem naquela situação, querer ajudar alguém?REPÓRTER:- Qual foi o percurso que vocês caminharam juntos carregando a Cruz?SIMÃO:- Caminhamos juntos sob aquela Cruz mais ou menos uns quatrocentos metros pelas ruas de Jerusalém, entre 0 vielas e escadarias apinhadas de gente gritando, zombando, cuspindo. Jesus, porém, continuou sem desanimar. Certamente estava sentindo muita dor, mas não desistiu por nenhum momento sequer de amar a sua Cruz. Veja só que impressionante, quando eu me cansava Ele sustentava o peso sozinho. Nessa caminhada, algo dentro de mim foi se transformando. Além de respeito passei a ter admiração por aquEle homem que amava a sua Cruz e não fugia da morte.REPÓRTER:- Você estava ao lado de Jesus durante toda a sua caminhada, portanto, ouvia tudo o que Ele falava. Podia nos contar?SIMÃO:- Muitas vezes Jesus proferia palavras de perdão àqueles que cuspiam em seu rosto, que zombavam ou que O ofendiam de alguma maneira. De repente comecei a perceber que o que eu estava presenciando não era simplesmente um condenado levando a Cruz, mas alguém que amava profundamente as pessoas, independentemente do que faziam. Eu me perguntava: "Meu Deus! O que está acontecendo?" Como resposta eu só ouvia Jesus dizendo: "Pai, perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem!" O amor dEle mexeu tanto comigo que eu lhe disse: "Mestre, perdoa a minha revolta por ter sido obrigado a te ajudar! Tu não mereces este sofrimento, Senhor, no entanto, estás dando o maior exemplo de amor e dignidade que já vi na minha vida!"REPÓRTER:- O que Jesus respondeu para você?SIMÃO:- Olhando-me com ternura, Ele me disse: "Se tu recebes o meu amor, tu acalmas os meus sofrimentos. Se tu aceitas o meu amor, tu acalmas a minha dor. Obrigado, meu irmão! Foi para isso que Eu vim; para mostrar a todos que o Pai ama, que o Pai é amor; que todos são amados por meu Pai".REPÓRTER:- O que essas palavras causaram para você?SIMÃO:- Essas palavras marcaram-me para sempre, conforme minha compreensão permitia. Naquele momento eu entendi que estava diante de um legítimo enviado de Deus. Um profeta. Hoje sei perfeitamente que estava ao lado do Filho de Deus.REPÓRTER:- Para chegar ao Gólgota vocês teriam que atravessar quase toda a cidade de Jerusalém. Sabemos que aconteceu algo de inédito nesse mesmo momento: O que foi que aconteceu?SIMÃO:- Quando saímos da cidade e já podíamos avistar o Gólgota, faltava mais ou menos uns duzentos metros para o término da caminhada, Jesus tropeçou e caiu pela terceira vez. Os soldados vieram para chicoteá-Lo, mas eu gritei: "Não façam isso!"REPÓRTER:- E os soldados obedeceram a sua voz de comando?SIMÃO:- Não, um deles voltou-se para mim furioso, ia dar-me uma chicotada, foi quando eu disse: "Sou um cidadão romano!"REPÓRTER:- Qual foi a reação desse soldado?SIMÃO:- Ele recuou. O centurião mais que depressa aproximou-se de mim. Expliquei minha cidadania. Ele me pediu desculpas e arrumou outro para carregar a Cruz.REPÓRTER:- Então você foi substituído?SIMÃO:- Não, eu não permiti que isso acontecesse; falei a ele que eu queria continuar, porém, que ele proibisse os seus soldados de maltratarem aquele homem. REPÓRTER:- Ele deve ter achado estranho você, um cidadão romano, estar protegendo um judeu condenado a morte.SIMÃO:- Realmente. Foi isso mesmo que ele falou. Porém, segurando a Cruz eu lhe disse: " Eu O protejo porque este homem é um profeta; um enviado de Deus". Ouvindo isso, o centurião balançou a cabeça, mesmo não entendendo, permitiu que eu continuasse a ajudar Jesus. Nesse momento Jesus se levantou, olhou nos meus olhos e me disse: "Obrigado, meu irmão. Obrigado por não ter fugido da Cruz. Mas agora, por favor, permita-me levar a minha cruz sozinho. Tenho que levá-la até o fim". REPÓRTER:- E você, como reagiu com relação a esse pedido de Jesus?SIMÃO:- Ameacei negar, mas Ele colocou delicadamente seu dedo em minha boca. Entendi Seu gesto e tive que aceitar. Comecei a chorar e pedi perdão a Ele por ter eu fugido da Cruz. Ele colocou a sua mão ensangüentada sobre a minha fronte e me disse: "Este sangue é o sangue do perdão de Deus. Receba o perdão e, de agora em diante, tome a a sua cruz sem medo e me siga. Eu estarei sempre com você. Sua cruz será mais leve". E tomando a sua Cruz, Jesus foi caminhando para morrer.REPÓRTER:- Sua missão já estava cumprida. Você então voltou para casa?SIMÃO:- Não, não voltei para casa. Chorando continuei seguindo a Jesus e tomando cuidado para que os ladrões que estavam amarrados a Ele, não caíssem e o ferissem mais ainda. Ele conseguiu chegar até o monte carregando aquela pesada Cruz que tanto amou. Eu chorava muito em ver o sofrimento daquEle homem. Não tive coragem de ver os soldados crucificarem-nO.REPÓRTER:- Quer dizer que aquilo que parecia uma maldição, transformou-se numa bênção?SIMÃO:- Sem dúvida. Foi a maior bênção que recebi em toda a minha vida.REPÓRTER:- O que aconteceu quando Jesus chegou ao local onde seria crucificado?SIMÃO:- Quando Jesus chegou ao Gólgota, eu não consegui permanecer mais ali. Sai de perto porque não tive coragem de vê-Lo morrer de forma tão dolorosa, vergonhosa e ultrajante. Porém, em meu coração, eu me sentia purificado. Embora eu tivesse tocado no sangue de um condenado, a sensação dentro de mim era de pureza de alma, de graça, de paz. Encontrei meus filhos, abracei-os sem receio de tocá-los e de torná-los impuros por causa do meu toque. Era estranho, mas, mesmo depois de presenciar todo aquele sofrimento, minha Páscoa foi cheia de paz.REPÓRTER:- O que aconteceu depois da morte de Jesus?SIMÃO:- Depois que Jesus morreu, José de Arimatéia obteve ordens das autoridades para sepultar o corpo de Jesus. Como estava surgindo rumores sobre a Sua Ressurreição, resolvi procurar Maria. "Nesse momento Maria adentra a sala. Cumprimenta-os e senta-se no banco ao lado deles. Quando então o repórter fala":REPÓRTER:- Que bom. Com a presença da Virgem Maria, agora poderemos conversar os três. Tudo bem?MARIA e SIMÃO:- Tudo bem. Estamos de acordo.REPÓRTER:- Acredito, Simão, que muitos gostariam de ter a graça que você teve.SIMÃO:- É o que todos dizem, meu amigo. Para eles eu tenho sempre uma resposta.REPÓRTER:- Que resposta?SIMÃO:- É que todos podem ter esta graçaREPÓRTER:- Como assim?SIMÃO:- É só descobrir o que Jesus sempre dizia: "Quem quer me seguir tome a sua cruz e me siga." Para mim isso foi fácil. Peguei uma cruz de madeira e a carreguei durante alguns metros. Claro, foi uma graça que transformou a minha vida. Porém, o que Ele nos pede é muito mais do que isso.REPÓRTER:- Ele nos pede mais do que isso? O que por exemplo?SIMÃO:- Quando Ele diz para tomarmos a nossa cruz e seguí-lo, Ele quer dizer para que assumamos os nossos sofrimentos sem medo. Isto é: que não fujamos dos sofrimentos que nos perseguem. Que nós respeitemos as vontades do Pai sem jamais blasfemar. Que nós agradeçamos a Deus por tudo o que acontece em nossas vidas, tanto as coisas boas como as más. Que façamos dos nossos sofrimentos instrumentos para a nossa santificação.REPÓRTER:- Simão disse que, após o sepultamento de Jesus, surgiram rumores sobre a Ressurreição; motivo pelo qual ele foi procurá-la. O que vocês conversaram?MARIA:- Foi justamente sobre isso que nós conversávamos. A Ressurreição de meu Filho fora profetizada há séculos e naquele momento, estava se concretizando tudo o que o Criador prometera. Falei a Simão sobre a vida do meu Filho. Pois ele não O conhecia pessoalmente por não haver convivido com meu Filho ao longo do tempo. Contei a ele fatos pitorescos que aconteceram na sua infância. Falei da Sua juventude quando Ele ajudava meu esposo José nos serviços de carpintaria. Como Ele amava aquele pai que o criou! Falei do respeito que meu Filho tinha para com as pessoas, principalmente as mais humildes. Falei da sua obediência e do amor que Ele tinha por mim, por meu esposo José que foi para Ele um referencial. Falamos da suas aparições após a morte. Primeiro Ele apareceu à Maria madalena, depois a Pedro, duas vezes aos discípulos para que Tomé também presenciasse a sua aparição e acreditasse. Falamos da sua aparição aos discípulos de Emaús e de sua aparição às quinhentas pessoas, dentre elas Simao que aqui está. Falamos da incredulidade de Tomé e de sua conversão após presenciar a aparição de meu Filho - quando estava junto aos colegas - e tocar em seus ferimentos.REPÓRTER:- Finalizando, qual mensagem vocês deixariam a todos?SIMÃO:- Eu diria a todos que nós devemos assumir a nossa cruz, porque quando nós louvamos a Deus, ela se torna mais leve pelas bênçãos que nos purificam. Cada um sabe da sua cruz. Ninguém vive sem ela; e foi para todos nós que Jesus disse: "Vinde a mim vós todos que estais cansados e sobrecarrega- dos sob o peso do fardo, que eu vos aliviarei."MARIA:- Eu gostaria de enviar uma mensagem a todas as mulheres. Àquelas que são mães e àquelas que ainda não são. Àquelas que são mães eu diria para não se desesperarem diante de alguma necessidade, pois, o amor supera tudo. Diria à elas para serem perseverantes em sua fé quando pedirem a Deus proteção aos seus filhos. Para as mães que foram por Deus escolhidas para serem genitoras de crianças excepcionais eu diria: Se o Pai celeste as escolheu para essa missão, é porque Ele sabe do amor que existe em seus corações. Razão pela qual confiou aos seus cuidados essas criaturinhas que Ele tanto ama. Àquelas mulheres que ainda não constituíram família eu tenho o seguinte recado: Unam se através do matrimônio à uma pessoa que vocês amem e sintam se amadas por ele. Saibam que a base de uma família está no amor recíproco do casal. FIM

sábado, 20 de março de 2010

LEITURAS PROFERIDAS NO MUNDO TODO NAS CELEBRAÇÕES DAS SANTAS MISSAS DOMINGO DIA 21/03/2010

LITURGIA DA PALAVRA
5º DOMINGO DA QUARESMAIrmãos e irmãs, bem-vindos para a celebração do mistério pascal, que neste quinto domingo da Quaresma ressalta a misericórdia de Jesus e nos prepara para a Semana Santa. No próximo domingo, que é Domingo de Ramos, somos convocados pela Igreja no Brasil ao gesto concreto da Campanha Ecumênica da Fraternidade. Colaborando nas coletas das missas para a finalidade proposta pela Campanha da Fraternidade, contribuímos concretamente para a passagem de uma economia de exclusão para uma economia de inclusão solidária.
Jesus veio para salvar e não para condenar.
Ouçamos com atenção:PRIMEIRA LEITURA (Is 43,16-21)Leitura do Livro do Profeta Isaías.16 Isto diz o Senhor, que abriu uma passagem no mar e um caminho entre águas impetuosas;17 que pôs a perder carros e cavalos, tropas e homens corajosos; pois estão todos mortos e não ressuscitarão, foram abafados como mecha de pano e apagaram-se:18 “Não relembreis coisas passadas, não olheis para fatos antigos.19 Eis que eu farei coisas novas, e que já estão surgindo: acaso não as reconheceis? Pois abrirei uma estrada no deserto e farei correr rios na terra seca.20 Hão de glorificar-me os animais selvagens, os dragões e os avestruzes, porque fiz brotar água no deserto e rios na terra seca para dar de beber a meu povo, a meus escolhidos.21 Este povo, eu o criei para mim e ele cantará meus louvores”.
S - Palavra do Senhor.
T. Graças a Deus.
SEGUNDA LEITURA (Fl 3,8-14)Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses.Irmãos:8 Na verdade, considero tudo como perda diante da vantagem suprema que consiste em conhecer a Cristo Jesus, meu Senhor. Por causa dele eu perdi tudo. Considero tudo como lixo, para ganhar Cristo e ser encontrado unido a ele, (9) não com minha justiça provindo da Lei, mas com a justiça por meio da fé em Cristo, a justiça que vem de Deus, na base da fé.10 Esta consiste em conhecer a Cristo, experimentar a força da sua ressurreição, ficar em comunhão com os seus sofrimentos, tornando-me semelhante a ele na sua morte, (11) para ver se alcanço a ressurreição dentre os mortos.12 Não que já tenha recebido tudo isso, ou que já seja perfeito. Mas corro para alcançá-lo, visto que já fui alcançado por Cristo Jesus.13 Irmãos, eu não julgo já tê-lo alcançado. Uma coisa, porém, eu faço: esquecendo o que fica para trás, eu me lanço para o que está na frente.14 Corro direto para a meta, rumo ao prêmio, que, do alto, Deus me chama a receber em Cristo Jesus.
S - Palavra do Senhor.
T. Graças a Deus.
ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO CD XIV Fx.12Honra, glória, poder e louvor, * a Jesus, nosso Deus e Senhor!Ninguém se atreveu a mulher condenar, * e nem eu te condeno, vai e não mais pecar!
EVANGELHO (Jo 8,1-11)
P. O Senhor esteja convosco.
T. Ele está no meio de nós.
P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
T. Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo,1 Jesus foi para o monte das Oliveiras.2 De madrugada, voltou de novo ao Templo. Todo o povo se reuniu em volta dele. Sentando-se, começou a ensiná-los.3 Entretanto, os mestres da Lei e os fariseus trouxeram uma mulher surpreendida em adultério. Colocando-a no meio deles,4 disseram a Jesus: “Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante adultério. 5Moisés na Lei mandou apedrejar tais mulheres. Que dizes tu?”6 Perguntavam isso para experimentar Jesus e para terem motivo de o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, começou a escrever com o dedo no chão.7 Como persistissem em interrogá-lo, Jesus ergueu-se e disse: “Quem dentre vós não tiver pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra.”8 E tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão.9 E eles, ouvindo o que Jesus falou, foram saindo um a um, a começar pelos mais velhos; e Jesus ficou sozinho, com a mulher que estava lá, no meio do povo.10 Então Jesus se levantou e disse: “Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou ?”11 Ela respondeu: “Ninguém, Senhor”. Então Jesus lhe disse: “Eu também não te condeno. Podes ir, e de agora em diante não peques mais”.
S - Palavra da Salvação.
T. Glória a vós, Senhor.
COMENTÁRIO Celebramos hoje o Quinto Domingo da Quaresma. No próximo domingo comemoramos a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, é o Domingo de Ramos. É a abertura da Semana Santa, quando estaremos celebrando os principais acontecimentos da nossa redenção.Quaresma é tempo de conversão, oração, jejum e abstinência, mas é também tempo de meditar o amor de Deus Pai que tanto amou a humanidade, a ponto de dar o seu próprio Filho para salvá-la. Deus Filho, obediente ao Projeto de Salvação, assumiu a condição humana, foi julgado e condenado pelos homens.Brincar de jurado, criticar e julgar são os passatempos preferidos do ser humano. O evangelho de hoje não é diferente. Mais uma vez, o Salvador é colocado a prova pelos fariseus e doutores da lei. A mulher adúltera é usada como argumento para testar Jesus e fazê-lo cair em contradição. Jesus porém, aproveita a oportunidade para mostrar que o amor de Deus não tem limites.Importante ressaltar algumas coisas deste evangelho: João inicia dizendo que Jesus foi rezar no monte das Oliveiras. Habitualmente Jesus fazia isso. A oração estava presente em seu dia-a-dia. Primeiro preparou-se espiritualmente e depois voltou ao templo para ensinar. A ação é complemento da oração. Esse exemplo de Jesus mostra que o trabalho deve ser precedido pela oração. Este gesto confirma suas palavras: "Nem só de pão vive o homem". A oração sem o gesto concreto não tem valor, assim como, as grandes obras filantrópicas são vazias sem a oração.O objetivo dos fariseus era desmoralizar Jesus. Se ele perdoasse aquela mulher, poderiam acusá-lo de ir contra a lei e, se a condenasse, teriam um excelente argumento para comprovar que Jesus não era bem aquilo que diziam. Procuravam uma forma de mostrar que Jesus também tinha o seu lado cruel.O evangelista frisa que Jesus agachou-se. Agachar-se e escrever no chão, significa isolar-se de tudo que está acontecendo ao redor, significa indiferença. Com essa atitude, Jesus quis demonstrar que não desejava se intrometer naquele julgamento, pois sabia das verdadeiras intenções daquelas pessoas.Diante de tanta insistência para que opinasse a respeito, Jesus dá a resposta certa, apesar de não ser a esperada: "Quem estiver sem pecado, pode atirar a primeira pedra". Essas palavras tiveram o efeito de uma ducha super-gelada, mexeram com a consciência de cada um.Nenhuma pedra foi atirada. Discretamente foram saindo um a um, a começar pelos mais velhos, talvez por acumularem mais pecados que os jovens. Jesus já nos avisou sobre os efeitos nocivos do pecado. Provavelmente, essa mulher poderia merecer punição, mas não pelas mãos de outros pecadores.Jesus condena o pecado, mas perdoa o pecador, prega igualdade e justiça sem perder a mansidão. Não diz que não devem apedrejar, para não se por contra a lei, mas também não manda apedrejar, pois não veio para julgar, mas sim para recuperar o que estava perdido.Jesus prega a igualdade e condena a justiça machista dos fariseus, branda demais para com os homens e extremamente rigorosa para com as mulheres. Ao dizer "Eu também não te condeno. Podes ir, e de agora em diante não peques mais", Jesus resgata a dignidade da mulher, e mostra que o arrependimento é o preço do perdão, pois a misericórdia de Deus está acima dos nossos pecados.
ATIRE A PRIMEIRA APEDRA
Autor: Antônio Oliveira (Paraibuna SP)
Logo pela manhãAo Templo, Jesus chegou.Ele estava pregandoQuando um murmúrio escutou.Parou com a pregaçãoE para o lado olhou.A cena que presenciouMuito o entristeceu.Uma mulher maltratadaNa frente dos olhos seus,Trazida pelos escribas,Também pelos fariseus.Estavam eles nervosos.A Jesus foram falando:Trouxemos esta mulher.Ela estava adulterando.O que devemos fazer?(Foram logo perguntando.A lei de Moisés é clara!O Senhor deve saber:Manda apedrejar a mulherQue esse crime cometerDiga-nos então agoraO que devemos fazer?Jesus abaixou-se ao chãoCom o dedo foi escrevendo...Pensativo, escutando...O que estavam dizendo.Quando então levantou-seE a todos foi respondendo:Olhando nos olhos delesJesus Cristo lhes falou: "Se dentre vocês existeAlguém que nunca errouQue atire a primeira pedraNesta mulher que pecou".Abaixando-se de novoA escrever continuou.Jesus levantou os olhosE mais ninguém percebeu,A não ser a pecadoraQue ali permaneceu.Perguntou sobre os homens.Ela então respondeu:Foram embora, Senhor,Nenhum deles quis ficar.Jesus disse então: mulher,Ninguém quis lhe condenar?Eu também não a condeno.Pois não vim para julgar.Siga em paz o seu caminhoNunca mais volte a pecar.