Disposto a não dar espaço às criticas de quem costuma acusar de golpistas, o presidente venezuelano Hugo Chávez foi rápido no gatilho. Em menos de dois dias após a renúncia de três membros de seu gabinete,Chávez anunciou nesta quarta-feira os nomes dos novos vice-presidente, do ministro do Meio Ambiente e do ministro da Defesa.
O atual ministro da Agricultura, Elías Jaua, é o novo vice-presidente do país, cargo que não é eletivo, mas indicado pelo presidente da República. Jaua, que vai acumular as duas funções, é um membro recente no governo Chávez, mas ganhou projeção pelo que o presidente costuma chamar de "comprometimento com o ideal bolivariano".
AP
Apesar da crise, Hugo Chávez mantém bom humor
"Nós desejamos muito sucesso ao novo vice-presidente", disse Chávez em um programa de televisão transmitido pelo canal estatal Venezolana de Televisión. "Ele já demonstrou transparência, vocação para o trabalho, humildade e honestidade em todos os cargos que ocupou."
A nomeação de Elías Jaua foi bastante criticada pela oposição e por parte do empresariado. Jaua é acusado de sucatear o agronegócio venezuelano, expropiando terras para os programas sociais do governo e derrubando as exportações do país. De acordo com dados do próprio governo, mais de 2,5 milhões de hectares de terras foram estatizados.
AFP
Elias Jaua"É a mais perfeita tradução de desastre", atacou Noel Alvarez, presidente da Cúpula Empresarial, a maior associação industrial da Venezuela. "Esperávamos por uma mudança na linha de governo, mas com essa decisão o presidente Chávez ratificou sua política excludente em relação ao mundo moderno."
Defesa
Para o cargo de ministro da Defesa, que também era ocupado pelo ex-vice-presidente Ramón Carrizález, Hugo Chávez indicou o general Carlos Mata Figueroa. O novo ministro também é um jovem identificado com Chávez e ficou conhecido por conter rebeliões internas no Exército quando era chefe do Comando Estratégico Operacional.
Para o Ministério do Meio Ambiente, antes ocupado pela esposa de Carrizález, Yubirí Ortega, Chávez promoveu o presidente da Hidroven, Alejandro Hitcher. A estatal é responsável pelas obras de saneamento do país, mas Hitcher é acusado de não ter alertado ao governo sobre os problemas na represa de Guri, principal foco do problema energético que assola a Venezuela.
Golpe
Irritado com os rumores de que a debandada em seu gabinete indicaria um possível golpe de Estado, Hugo Chávez tratou de intimidar a oposição com suas rotineiras ameaças.
"Vocês querem que eu aprofunde ainda mais a Revolução?", ameaçou o presidente. "Eu sugiro que tomem consciência. Aqui não conseguirão uns militares como os de Honduras."
Ainda assim, sentindo-se ameaçado pelos protestos que tomam conta do país, Chávez ordenou o fim do racionamento no Estado de Mérida, o mais conturbado foco das manifestações.
Localizado no oeste da Venezuela, Mérida vê os confrontos entre chavistas e oposição aumentar a insegurança que já vinha assolando a região há pelo menos dois anos. Até o momento, dois estudantes morreram baleados, enquanto as passeatas pró e contra Chávez continuam tomando as ruas.
O atual ministro da Agricultura, Elías Jaua, é o novo vice-presidente do país, cargo que não é eletivo, mas indicado pelo presidente da República. Jaua, que vai acumular as duas funções, é um membro recente no governo Chávez, mas ganhou projeção pelo que o presidente costuma chamar de "comprometimento com o ideal bolivariano".
AP
Apesar da crise, Hugo Chávez mantém bom humor
"Nós desejamos muito sucesso ao novo vice-presidente", disse Chávez em um programa de televisão transmitido pelo canal estatal Venezolana de Televisión. "Ele já demonstrou transparência, vocação para o trabalho, humildade e honestidade em todos os cargos que ocupou."
A nomeação de Elías Jaua foi bastante criticada pela oposição e por parte do empresariado. Jaua é acusado de sucatear o agronegócio venezuelano, expropiando terras para os programas sociais do governo e derrubando as exportações do país. De acordo com dados do próprio governo, mais de 2,5 milhões de hectares de terras foram estatizados.
AFP
Elias Jaua"É a mais perfeita tradução de desastre", atacou Noel Alvarez, presidente da Cúpula Empresarial, a maior associação industrial da Venezuela. "Esperávamos por uma mudança na linha de governo, mas com essa decisão o presidente Chávez ratificou sua política excludente em relação ao mundo moderno."
Defesa
Para o cargo de ministro da Defesa, que também era ocupado pelo ex-vice-presidente Ramón Carrizález, Hugo Chávez indicou o general Carlos Mata Figueroa. O novo ministro também é um jovem identificado com Chávez e ficou conhecido por conter rebeliões internas no Exército quando era chefe do Comando Estratégico Operacional.
Para o Ministério do Meio Ambiente, antes ocupado pela esposa de Carrizález, Yubirí Ortega, Chávez promoveu o presidente da Hidroven, Alejandro Hitcher. A estatal é responsável pelas obras de saneamento do país, mas Hitcher é acusado de não ter alertado ao governo sobre os problemas na represa de Guri, principal foco do problema energético que assola a Venezuela.
Golpe
Irritado com os rumores de que a debandada em seu gabinete indicaria um possível golpe de Estado, Hugo Chávez tratou de intimidar a oposição com suas rotineiras ameaças.
"Vocês querem que eu aprofunde ainda mais a Revolução?", ameaçou o presidente. "Eu sugiro que tomem consciência. Aqui não conseguirão uns militares como os de Honduras."
Ainda assim, sentindo-se ameaçado pelos protestos que tomam conta do país, Chávez ordenou o fim do racionamento no Estado de Mérida, o mais conturbado foco das manifestações.
Localizado no oeste da Venezuela, Mérida vê os confrontos entre chavistas e oposição aumentar a insegurança que já vinha assolando a região há pelo menos dois anos. Até o momento, dois estudantes morreram baleados, enquanto as passeatas pró e contra Chávez continuam tomando as ruas.

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