
TEREZA FIALHO RIBAS
1ª Leitura: Gênesis 2,18-24
E eles serão uma só carne
A narrativa do Gênesis não quer reproduzir um fato real. Os rabinos contavam esta história para os jovens exilados na Babilônia. Através dessa roupagem literária queriam ensinar que Deus tinha criado o homem e a mulher e, portanto, fora o Criador quem tinha colocado no coração deles a vontade de viver em contato com seus semelhantes e a atração sexual tão forte. Mas não era suficiente estar um ao lado do outro para superar a solidão. Lá, como cá, podiam e podem até dormir na mesma cama e continuar solitários. Isto acontece quando marido e mulher são se tratam como pessoas, mas como objetos. O segundo ensinamento da história é a paridade da dignidade entre o homem a mulher. Se está dotada da mesma dignidade, a mulher não pode ser dominada, escravizada e usada como instrumento de prazer, tem de estar em pé de igualdade com o homem. Isto exige que as vidas deles e os bens sejam administrados em comum. Portanto, o marido não pode só pensar em sua satisfação sexual sem se preocupar com a da esposa. O sexo praticado sem amor, dá prazer, mas não alegria, porque não atinge o seu objetivo primário: vencer a solidão.
Salmo: 127,1-2.3.4-5.6
O Senhor te abençoe de Sião, cada dia de tua vida
2ª Leitura: Hebreus 2,9-11
Tanto o Santificador, como os santificados descendem do mesmo ancestral
De saída, o autor da Carta aos Hebreus escreve que Jesus é superior a todas as criaturas. Essa apresentação da pessoa de Jesus poderia nos dar a falsa ideia de que ele está muito distante de nós. Tal dedução teria sérias consequências na nossa maneira de rezar, em nossa vida espiritual. Sim, porque se Cristo estivesse lá nas alturas, distante na sua glória, poderíamos imaginar que ele não entenderia nossas fraquezas e não compreenderia nossos pedidos. Mas, não, Jesus é um homem como nós, viveu os nossos problemas, passou pelas mesmas experiências, inclusive o sofrimento e a morte, e nele podemos depositar toda a nossa confiança.
Evangelho: Marcos 10,2-16
O que Deus uniu, o homem não separe!
No projeto de Deus, o homem e a mulher, unidos pelo amor conjugal, já não são dois indivíduos separados, mas uma só pessoa. Desta consideração surge um ensinamento importante deste evangelho de Marcos: os dois se casam para realizar um projeto comum. Portanto, quando este projeto de vida comum ainda não foi definido, uma experiência sexual, por exemplo, seria somente uma aventura, mas não uma escolha de amor. Terá por acaso Deus estabelecido a sexualidade para ser vivida desse modo? O casamento (o namoro também) tem de ser vivido como um tempo de mútua descoberta através da partilha das alegrias e responsabilidades. Se o casal não desenvolver a capacidade de diálogo, não amadurece, não cresce no amor e estabelece vivências disparatadas que caminham para a solidão, para a frustrante separação.
Para revisão de vida:
Terá o homem o direito de mandar em sua mulher e fazer o que bem entender, sem consultá-la? Se os dois esposos têm os mesmos direitos e deveres, só o marido terá direito de exigir relações sexuais? A infidelidade do homem será menos grave que a da mulher?
Salmo: 127,1-2.3.4-5.6
O Senhor te abençoe de Sião, cada dia de tua vida
2ª Leitura: Hebreus 2,9-11
Tanto o Santificador, como os santificados descendem do mesmo ancestral
De saída, o autor da Carta aos Hebreus escreve que Jesus é superior a todas as criaturas. Essa apresentação da pessoa de Jesus poderia nos dar a falsa ideia de que ele está muito distante de nós. Tal dedução teria sérias consequências na nossa maneira de rezar, em nossa vida espiritual. Sim, porque se Cristo estivesse lá nas alturas, distante na sua glória, poderíamos imaginar que ele não entenderia nossas fraquezas e não compreenderia nossos pedidos. Mas, não, Jesus é um homem como nós, viveu os nossos problemas, passou pelas mesmas experiências, inclusive o sofrimento e a morte, e nele podemos depositar toda a nossa confiança.
Evangelho: Marcos 10,2-16
O que Deus uniu, o homem não separe!
No projeto de Deus, o homem e a mulher, unidos pelo amor conjugal, já não são dois indivíduos separados, mas uma só pessoa. Desta consideração surge um ensinamento importante deste evangelho de Marcos: os dois se casam para realizar um projeto comum. Portanto, quando este projeto de vida comum ainda não foi definido, uma experiência sexual, por exemplo, seria somente uma aventura, mas não uma escolha de amor. Terá por acaso Deus estabelecido a sexualidade para ser vivida desse modo? O casamento (o namoro também) tem de ser vivido como um tempo de mútua descoberta através da partilha das alegrias e responsabilidades. Se o casal não desenvolver a capacidade de diálogo, não amadurece, não cresce no amor e estabelece vivências disparatadas que caminham para a solidão, para a frustrante separação.
Para revisão de vida:
Terá o homem o direito de mandar em sua mulher e fazer o que bem entender, sem consultá-la? Se os dois esposos têm os mesmos direitos e deveres, só o marido terá direito de exigir relações sexuais? A infidelidade do homem será menos grave que a da mulher?

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