Pactuação com o Estado e com o Hospital de Portão garante mais 400 cirurgias
em cinco especialidades. Mutirão no Hospital de Viamão já vem resgatando outros
750 pacientes da fila de espera do SUS desde o mês passado
Atento ao problema crônico das filas de espera e ao sofrimento que a situação causa a centenas de famílias da cidade, o Governo de Cachoeirinha fechou em menos de um mês o segundo mutirão de cirurgias eletivas.
Uma pactuação da Secretaria Municipal de Saúde com o Estado e o Hospital de Portão garantiu a realização de 400 cirurgias em cinco especialidades na casa de saúde do Vale do Sinos. O contrato já foi assinado pelo prefeito Vicente Pires. Desde o final de junho, outros 750 pacientes começaram a ser operados em convênio com o Hospital de Viamão. Os dois mutirões somam 1.150 cirurgias que estavam represadas no SUS. Na prática, eles acabam com no mínimo metade da demanda represada no município. Para executá-los, o governo está investindo R$ 120 mil por mês nos convênios.
O novo mutirão vai atender pacientes que aguardavam intervenções de varizes, hérnia, vesícula, urologia e proctologia. O convênio iniciou na semana passada, quando o primeiro grupo de pacientes, com 22 pessoas, foi encaminhado para Portão para avaliação, por especialistas, do grau de gravidade da doença. Através dos exames, a equipe cirúrgica da instituição vai definir a ordem das operações. O restante será encaminhado para o mesmo procedimento ao longo das próximas semanas.
“É uma demonstração de compromisso e sensibilidade”
Conforme o secretário municipal de Saúde, Jurandir Maciel, esses pacientes já estavam de sobreaviso desde o mutirão fechado com Viamão. “O importante é que eles já saem de Portão com a cirurgia agendada e em datas bastante próximas dessa avaliação, pois o bloco cirúrgico do hospital atua pela manhã, à tarde e à noite e não para nem sábado ou domingo”, comentou o secretário.
Para o prefeito Vicente Pires, o novo mutirão comprova que a saúde é uma das prioridades do governo desde o início da administração. “Na campanha, esse foi um dos temas mais debatidos e sempre tivemos a preocupação de acabar com essa fila de espera o quanto antes”, afirmou o prefeito, elogiando as negociações da Secretaria da Saúde.
Vicente entende que esse tipo de convênio não é apenas uma prestação de contas do governo, mas uma real demonstração da sensibilidade do administrador para com as famílias do município. “Queremos solucionar a aflição dessas famílias, pois um problema de saúde que exige operação e exige espera é uma agonia para todos os familiares, não só o paciente”, disse.
Fila zerada
O segundo mutirão de cirurgias fechado por Cachoeirinha movimentará quase metade da fila de espera, que tem cerca de 2 mil pacientes. Conforme o secretário Jurandir Maciel, os convênios vão zerar a demanda represada em operações de hérnia, vesícula, varizes, proctologia e urologia.
Jurandir ainda negocia com Portão intervenções de otorrinolaringologia. Além de pacientes desta especialidade, restarão na fila pessoas que aguardam cirurgias de traumatologia e neurologia. “A traumatologia é o nosso calcanhar de Aquiles, pois como atuamos com a gestão básica do SUS, a lei só nos permite pactuar com municípios nas mesmas condições, vedando convênio com hospitais cujas cidades já executam a gestão plena e teriam melhores condições de nos auxiliar”, explicou.

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