quarta-feira, 3 de junho de 2009

Autoridades discutem a importância da ratificação do Tratato de Livre Comercio Mercosul- Israel


Aprovado em dezembro de 2007, o Tratato de Livre Comercio Mercosul- Israel, aguarda a ratificação pelo Congresso brasileiro para entrar em vigor. Para discutir a importância da aprovação do acordo, e com a presença de autoridades diplomáticas do Brasil, Argentina, Chile, Uruguai, Peru e Israel, a Câmara Brasil - Israel de Comércio e Indústria e a Câmara de Comércio Argentino Brasileira de São Paulo, promoveram, nesta terça-feira, 02 de junho, na Fundação Memorial da América Latina o seminário “Tratado do Mercosul Israel”.

O evento contou com a presença do Embaixador Evandro Didonet, artífice da elaboração do acordo, e que coordenou o painel, do Embaixador de Israel, Giora Becher, do Embaixador da Argentina, Juan Pablo Lolhé, do Embaixador Rubens Barbosa, presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior da FIESP, do Embaixador e Consul do Peru, Jaime Stiglich, da Ministra do Uruguai, Maria del Carmen Fros Doninelli, do Ex-Ministro de Relações Exteriores, Celso Lafer, da Consul Geral da Argentina, Teresita Gonzalez Dias, do professor Alberto Pfeiffer, diretor executivo do CEAL (Conselho Empresarial da América Latina), do deputado José Paulo Toffano, que acaba de assumir a presidência da representação brasileira no Mercosul, de Roy Nir, chefe da Missão Econômica de Israel no Brasil e de Fernando Leça, presidente do Memorial da América Latina, que cedeu o local para o evento.

Jayme Blay e Alberto Alzueta, presidentes das Câmaras Brasil- Israel e Brasil – Argentina, destacaram a importância do evento, no momento em que o Congresso Nacional está ultimando a ratificação do Tratado de Livre Comércio Mercosul Israel, “Quando estes tratados entram em vigor, há um enorme incremento nas relações comerciais, culturais, políticas e turísticas dos países signatários. Além disso, é importante reforçar que a paz também se faz através das relações comerciais”, frisaram Blay e Alzueta.

A importância do Tratado Mercosul – Israel - No dia 18 de dezembro de 2007, o Estado de Israel e os países signatários do Tratado do Mercosul, assinaram um acordo de livre comércio que abarca 90% dos produtos.O intercâmbio entre o bloco sul-americano e Israel atualmente atinge um volume de comércio que supera dois bilhões de dólares. Além disso, Israel pratica um volume de comércio com importações que superam os 50 bilhões de dólares, com uma enorme gama de produtos, e que podem complementar os 240 bilhões de dólares com que opera o Mercosul.

Autoridades presentes ao evento destacaram a importância da pronta ratificação do acordo, bem como dos benefícios para os países envolvidos. Confira alguns depoimentos:

“A ratificação deste tratado pelo Congresso brasileiro é a prioridade número um, para nós, da Embaixada de Israel”. Giora Becher – Embaixador de Israel no Brasil.

“ Este Tratado é parte fundamental na diversificação das relações de mercado dos países do Mercosul. Temos produtos que queremos vender para Israel. Israel tem produtos que pode comercializar com o Mercosul” – Juan Pablo Lolhé – Embaixador da Argentina.

“ Um dos pontos mais importantes deste acordo, é a abertura de mercado com terceiros países. O Tratado será essencialmente sobre bens, com reduções de tarifas em quatro cestas (quatro períodos de tempo), cumprindo o requisito de cobrir todo o comércio” - Embaixador Evandro Didonet, artífice da elaboração do acordo.

“Acompanhamos e apoiamos a negociação deste acordo. Ele é o único anunciado pelo governo brasileiros nos últimos sete anos. O único assinado e que ainda não foi ratificado.” Embaixador Rubens Barbosa, presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior da FIESP.

“Tão importante quanto o comércio, é a relação de cooperação nos termos tecnológicos ” - Teresita Gonzalez Dias, Consul Geral da Argentina.

“Este tempo de crise, é o tempo exato para que cada país possa expandir suas exportações. Cada momento que se passa, sem a assinatura do acordo, é um momento perdido para a economia dos dois países” – Roy Nir - chefe da Missão Econômica de Israel no Brasil.

“Tenho muita convicção no espaço de cooperação tecnológica que resultará deste acordo, envolvendo esforços de pesquisadores de ambos os lados” – Celso Lafer – Ex- Ministro das Relações Exteriores do Brasil.

“ No Brasil e na Argentina há resistências para a ratificação do acordo, que afirmam que com ele estaremos importando tensões externas. O Egito e a Jordânia tem acordos comerciais com Israel. Por que não perguntam para eles como esses laços econômicos subsistem?” - Alberto Pfeiffer, diretor executivo do CEAL (Conselho Empresarial da América Latina).

“Nossa comissão está amplamente favorável para que a ratificação do acordo aconteça o mais breve possível” - deputado federal José Paulo Toffano, que acaba de assumir a presidência da representação brasileira no Mercosul.

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